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Quem
mora na Vila Madalena ou a freqüenta há alguns anos conhece
as manifestações artísticas e culturais que o bairro
oferece. Uma bastante tradicional é a chamada Feira da Vila,
que ocorre anualmente no mês de agosto, com mais de 500
barracas de produtos artísticos e alimentícios espalhadas
por seis quarteirões. |
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O
músico José Luiz Penna é o presidente do Centro Cultural
da Vila Madalena, uma das entidades responsáveis pela
organização da Feira. Baiano, ele chegou ao bairro
paulistano na década de 70, junto com muitos estudantes
e artistas.
“Aqueles anos eram muito tristes por causa da
ditadura”, lembra. “Por isso, começamos a organizar
festas e apresentações musicais na rua.” |
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Em 77,
surgiu a idéia da feira. Desde então, o evento ocorre uma
vez por ano no cruzamento das Ruas Fradique Coutinho e
Wizard e é um sucesso. |
Veja como
foi a ultima feira ocorrida em 05 de agosto de 2001
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Feira na Vila Madalena reúne 250 mil
pessoas
Durante todo o dia, adultos e crianças
participaram da 24.ª edição do evento
Uma
festa para diferentes tribos de variados
gostos e idades. Foi assim a 24.ª edição da
Feira da Vila Madalena.
Com muita música e um público estimado em
mais de 250 mil pessoas, a agitação começou
às 10 horas e só deveria terminar às 22.
O evento foi organizado pelo Centro Cultural
do bairro e ocupou as Ruas Mourato Coelho,
Fradique Coutinho, Wisard e Felipe de
Alcaçova.
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Foram instaladas no local mais de 500 barracas
dos mais diferentes produtos:
artigos esotéricos e de decoração, artesanato,
roupas, bijuterias e alimentos. "A feira já faz
parte do calendário da cidade, está ganhando
tradição", comentou o presidente do Centro
Cultural Vila Madalena, José Luiz Penna, um dos
organizadores do evento. "Temos de tudo um
pouco, de pastel e doce a cultura e cidadania",
afirma.
Lema - Durante o evento, entidades como a
Cia. dos Bichos e a SOS Mata Atlântica
aproveitaram para divulgar seu trabalho. A
Sabesp reservou 150 mil saquinhos de água gelada
para distribuir com dicas de economia. A
cortesia refere-se ao lema da feira este ano:
economizeágua.bom.nãoerre.
Indiferente às inovações tecnológicas e
iniciativas politicamente corretas, o menino
Gabriel Johnson, de 4 anos, divertia-se na Rua
das Crianças, um espaço para brincadeiras e
oficinas de artes, montado para os pequenos, na
Rua Felipe de Alcaçova.
Estava prevista a apresentação de 90 grupos de
dança, capoeira e música dos mais variados
estilos - de reggae a jazz, de MPB a rock, de
new age a forró.
"É essa diversidade que torna a feira tão
interessante", acredita o professor Antônio
Oliveira, de 36 anos, morador do bairro.
A feira também atraiu pessoas de bairros mais
distantes. "Estive aqui no ano passado e adorei
a bagunça. Por isso, voltei", disse a terapeuta
Lídia Santos, de 46 anos, moradora do Campo
Belo, na zona sul. Às 13 horas, ela aguardava,
em companhia de quatro sobrinhas, para cortar os
cabelos com um profissional da Rede Soho.
Doação - Durante a feira, um posto de
gasolina na Rua Fradique Coutinho transformou-se
em salão ao ar livre. Cerca de 500 profissionais
deveriam revezar-se para cortar os cabelos de
mais de 1.100 pessoas, voluntariamente, ao preço
promocional de R$ 5,00 - cerca de um quinto do
que é cobrado nos salões. Toda a renda obtida
será doada ao Projeto Reviver, coordenado pelo
padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Menor, e
voltado ao atendimento de crianças portadoras do
vírus da aids.
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