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O Portal do
Litoral
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Previsão do
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A Vila Madalena registrou o aparecimento de inúmeras
personalidades ou heróis comunitários, entretanto, estes
personagens não eram famosos nem buscavam a fama. |
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Eles só tinham um objetivo: lutar pela alegria do
próximo.
Uma dessas almas benevolentes foi o Padre Olavo
Pezzotti, cuja obra permanece na memória dos
moradores mais antigos.
Tendo assumido as paróquias de Santa Madalena e
São Miguel Arcanjo entre os anos de 1949 e 1967, não se
ateve a exercer apenas o papel religioso, mas também
lutou pelo social. Para ele, nenhum problema apresentado
pela comunidade local poderia ficar sem solução. |
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Como não havia escolas, insistentemente provava aos
políticos que eram necessários recursos para a
construção de uma escola pré-fabricada no terreno da
igreja. |
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No inicio, o
empreendimento foi chamado de Grupo Escolar da Vila
Madalena e, anos mais tarde, seu nome mudou para “Padre
Olavo Pezzotti”. Também atento à desqualificação
profissional que reinava entre muitos jovens da
paróquia, Padre Olavo criou o Liceu Santa Madalena, que
funcionava com cursos regulares e técnicos num prédio
alugado na esquina das ruas Wizard com Fidalga.
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Entre outras realizações de Padre Olavo está a construção de
uma creche em 1954 cujas mensalidade só pagava quem podia,
instalada num casarão alugado da Rua Harmonia, o
Ambulatório Médico Odontológico São Miguel, edificado com a
ajuda da vizinhança em regime de mutirão, e o Grêmio
Juvenil, que tinha o objetivo de tirar os adolescentes das
ruas oferecendo-lhes aulas de ginástica, futebol e judô além
de atividades como escalada nas montanhas da Vila, entre
outras. |
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Seu Jayme Lee, que residiu no bairro durante
cerca de 30 anos, era muito festeiro e não tinha
inimigos. Não havia algum pedido desesperado que
deixasse de atender. Vira e mexe, estava seu
Jayme levando um doente ao hospital, ajudando no
concerto do carro de um morador ou providenciando o
enterro de um cachorrinho.
Mesmo quando trabalhava à noite, acordava cedo e
ficava rondando. Nessas andanças, ele deu vida à
festa de São Cosme e Damião. Também organizou
durante muitos anos a feira da vila e a Festa do
Verde, na Praça Parque. Conhecido como agitador
cultural, ele estava sempre promovendo
abaixo-assinados para conseguir melhorias na Vila.
Por todo o seu empenho, Jayme Lee,
falecido há sete anos, foi homenageado no desfile do
grupo carnavalesco Bloco do Boi, da Vila Beatriz em
1996. |
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A Vila Madalena tem o privilégio de poder rever sua
história por meio de marcantes fotografias aéreas,
feitas há mais de meio século. |
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Elas foram tiradas por Antonio Landi o
primeiro aviador do bairro. Landi ficou
conhecido por intensa alegria: ele estava sempre
proporcionando aos vizinhos adoráveis passeios
em seu teco-teco. Também gostava de promover
churrascadas e corridas de bicicletas.
O piloto que adorava viver perigosamente,
equilibrando-se em pontes e andando a cavalo com
as mãos para cima, morreu jovem, aos 30 anos,
com seu avião em chamas. |
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Outra figura marcante da vila daquela época foi o
verdureiro Fernando que vendia seus quitutes
numa carroça puxada por uma mula. Sentia dó do
animal e, por isso, nunca subia na carroça,
puxando-o pelo cabresto. A mula era teimosa, e
quando Fernando lhe dava as costas por alguns
minutos, cansava-se de esperar e voltava sozinha
para a casa do dono. E ele tinha que agüentar tais
pirraças, subindo e descendo os morros atrás da
inseparável companheira. |
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Entre as personalidades queridas da vila, não se
pode deixar de citar o seu Ovídio, dono do
“Bazar dos Sonhos”, o primeiro bazar do bairro,
fundado em 1951 e existente até hoje. |
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